Sento-me acomodadamente no meu modesto banco de jardim, fixando o olhar, nas primeiras páginas do livro do momento. Eu sinto-te comigo. Deixo o pensamento vaguear e este vai diretamente ter a ti e pela primeira vez a mim também. A um "nós" separado. Eu receio ou receava tudo o que pudesse causar a tua perda mas, e tu? Já pensas-te que quando finalmente me quiseres entregar a tua máxima atenção eu poderei ter alguém a quem dar a minha, quando te dedicares a mim, eu já poderei ter dedicado o tempo que tinha para dar e que quando quiseres cruzar o meu caminho, eu já possa ter mudado de rumo sem deixar um único vestígio? Eu gostava que pensasses nisso, agirias mais rapidamente e principalmente primeiro do que eu. Voltei de corpo e alma ao meu modesto jardim, ao meu modesto mundo e deixo os pensamento entre as páginas do livro, para que no dia seguinte, volte a utilizar as últimas horas de final de dia, para pensar somente em ti. Livro após livro, ano após ano, sempre após sempre.