De nada me serve o arrependimento se não me volta a trazer o que mais anseio, novamente, para junto de mim. Não me permite possuir o teu corpo, nem os teus lábios, nem os teus macios caracóis ou o teu doce sorriso. Nem tão pouco me permite apoderar-me de ti, transmitir-te o que corre em mim e o quanto lamento não ter agido de forma diferente. De que me serve o maldito arrependimento, se não pára de me consumir por dentro e afasta-me metros e metros dos supostos ' pés bem acentes na terra ', levando-me a sonhar tão alto, que receio poder cair bruscamente? De nada me serve.
Eu, não o intitulo como amor impossível, pois, foi por nossa causa, que se foi, por entre os nossos dedos, como grãos de areia, sem termos mais a frente um balde seguro para a guardar. Bastar-nos-ia esse balde seguro, tão seguro como o que sinto por ti. Mas, vai lá, segue o teu caminho como ate hoje, ou melhor se possível, e eu, seguramente que farei o mesmo, pois eu sei, que nos voltaremos a cruzar, pela terceira, quarta ou ate quinta vez. Será eternamente assim.