O seu corpo inanimado e atirado contra a desilusão e destruição continua imóvel e gélido naquela áspera planície de mármore onde nenhum braço é suficientemente forte para o levantar. Nenhum ser humano possui capacidades suficientes para a fazer voltar a si, voltar ao que era. Se a deixaram ficar naquele desastroso mundo, não foi por não possuírem condições suficientes para a rebaixar pois infelizmente essas são as que mais abundam e sobressaem, mas sim por não obter as mínimas condições para a amar, proteger, cuidar. Ela teria algo diferente, algo especial, algo demais! Quando se dá por vencida e sente o seu interior abandonar o seu irreconhecível corpo, quando sente que o veneno daquele monstruoso ser a consumiu totalmente e sente o seu último batimento, um braço forte acaricia a sua face e encosta os seus quentes e macios lábios a sua cabeça, mostrando num só gesto tudo aquilo que ela sonhara alcançar e sussurrando que jamais permitiria que voltasse a ser vitima de tal desgaste emocional e cair novamente na escuridão, pois guiar-la-ia ate chegar assim ao seu destino final. Ela, chorando por todos os motivos deprimentes possíveis, parou, ao fim de tanto tempo, para chorar agora de felicidade, de amor e satisfação, e, acreditou naquelas palavras, pois este, era realmente um ser humano, era algo verdadeiro, algo emocional.