Tenho de admitir que a solidão é algo que me fascina. Sei lá, há quem goste de carros ou de culinária, eu gosto da solidão. Não digo isto como forma de reconforto de uma pobre alma solitária, não desta vez. Digo-o da forma mais sentida que alguma vez fizera. É tanto silêncio, tanta paz, tanto outro mundo para uma vida tão barulhenta e humana. E assim me refugiei.