Hoje o sol brilha como já não fazia à muito tempo. Não me sinto bem mas aquela pontada forte no meu peito hoje resolveu não se manifestar. As vezes vejo-me como anti-bala e tenho receio de ficar imune à ternura e conforto. Retirei uma única coisa, deste longínquo pensamento livre e sem aquela forte corda a puxar para a realidade: Não há pessoas certas nem momentos certos. Não há alguém que vá apagar a dor, não há mesmo. E por mais que possas sorrir, amar e viver, jamais cicatrizará aquela ferida que tanto te atormenta as noites e tantas lágrimas te faz libertar no silêncio da escuridão.